Controle rigoroso do trabalho remoto envolve até contagem de tempo de redação de e-mail

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Grandes empresas estadunidenses estabelecem métricas para seguir colaborador no ambiente híbrido, mas metodologia pode não ajudar muito, mostra “NYT”

O trabalho remoto dificilmente será revertido em muitos lugares do mundo, especialmente nos países desenvolvidos, mas isso não significa, absolutamente, que os gestores perderam controle sobre seus comandados.

Uma reportagem do jornal The New York Times mostrou que algumas das maiores empresas estadunidenses desenvolveram metodologias de controle baseadas na interface colaborador-computador.

Segundo o matutino, J.P. Morgan, o banco Barclays e o UnitedHealth Group rastreiam seus colaboradores, medindo inclusive o tempo que levam para redigir um e-mail.

A reportagem problematiza esse tipo de medição, ao mostrar que, por mais objetiva que ela seja, pode dizer muito pouco aos gestores. “Estamos numa era de medição, mas nós não sabemos exatamente o que deveríamos medir”, disse ao NYT Ryan Fuller, fundador da plataforma Round e ex-VP da divisão de comunicação em rede da Microsoft.

Seja como for, diversas pesquisas vêm mostrando que colaboradores que adotam um modelo de trabalho híbrido, ou flexível, com autonomia para escolha do horário de trabalho, produzem mais.