Herdeira da Basf faz “walk the talk” ao desprezar fortuna

Marlene Engelhorn || Créditos: Reprodução/Twitter

Marlene Engelhorn, descendente dos fundadores da Basf, quer que bilionários sejam taxados apropriadamente e deixou isso claro no último Fórum Econômico Mundial

Líderes corporativos – e seus aspones – gostam de demonstrar fluência no uso de vocabulários e expressões que pululam de tempos em tempos em seus segmentos. “Walk the talk”, que pode ser traduzido por “fazer o que se diz”, é uma dessas.

Como se sabe, falar é fácil, fazer são outros quinhentos dólares. Na Alemanha, contudo, uma das herdeiras da família fundadora da indústria Basf mostrou ao mundo como se faz um walk the talk de verdade.

Marlene Engelhorn, de 30 anos, anunciou que abrirá mão de 90% dos € 4,2 bi que lhe seriam legados da fortuna da avó, que hoje tem 95 anos, pela simples e cristalina razão de “não ter feito nada para merecê-los”.

Marlene faz parte de dois movimentos que pedem que milionários sejam taxados, o mais conhecido deles o Tax Me Now, que fez barulho no último Fórum Econômico Mundial manifestando-se pela cobrança de impostos dos muito, muito ricos. Na ocasião, o grupo segurou uma placa que fazia blague com a sentença “In God we trust”, da nota de dólar estadunidense. A placa dizia: “In tax we trust”.

A avó de Marlene está entre as 700 pessoas mais ricas do mundo, segundo a Forbes.