O maior pico de buscas pelo termo “umidificadores de ar” foi no dia 4 de setembro deste ano. Um dia antes, os municípios de pelo menos três estados apresentaram 7% de umidade relativa do ar
Nos últimos 30 dias, as buscas por “umidificadores de ar” cresceram, segundo um levantamento da CNN no Google Trends. O tempo seco que atingiu diversas regiões do Brasil se apresenta como um dos motivos desse crescimento. Isso porque, no início de setembro, seis estados e o Distrito Federal estavam em “grande perigo” por conta da baixa umidade relativa do ar, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
De acordo com a análise da CNN, o maior momento de buscas pelo termo “umidificador de ar” aconteceu em 4 de setembro, um dia após quatro estados registrarem 7% de umidade relativa do ar. Esse clima seco se compara com a média de umidade de desertos como o Saara, no continente africano.
As buscas aconteceram após um período de baixa, entre 27 de agosto e 1º de setembro. O período teve uma frente fria que atingiu alguns estados do Sul e Sudeste do país. Entre as áreas com maior interesse pelo termo, estão Rondônia, Minas Gerais, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Regiões como Acre, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Tocantins e Paraná também aparecem.
O tempo seco e a baixa umidade podem ressecar as mucosas da garganta, nariz e pulmão. Além disso, pode dificultar a respiração e causar tosse. De acordo com Tatiana Buainain, clínica geral do Hospital Santa Paula, o tempo seco também pode aumentar as crises de bronquite e asma.
Cuidados
A utilização de umidificadores de ar é uma das recomendações dos especialistas para melhorar a qualidade do ar de lugares internos, principalmente durante a noite. Além dele, outras medidas, como toalhas úmidas penduradas em locais estratégicos e a presença de bacias com água em lugares fechados, também são importantes para manter a umidade do ar em casa. Algumas das medidas para tomar cuidado com o organismo em tempos secos, são:
- Beber muita água;
- Usar hidratantes na pele;
- Não praticar atividades físicas em horários com maiores concentrações de poluentes (12h às 14h).