Lula afirmou que no Oriente Médio não ocorre uma guerra, mas sim um genocídio

Lula || Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Lula denuncia a crise no Oriente Médio como genocídio, buscando soluções humanitárias para a crise em curso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, hoje (25), que o que está ocorrendo no Oriente Médio constitui um genocídio:“Não é uma guerra, é um genocídio que já matou quase 2 mil crianças que não têm nada a ver com essa guerra, são vítimas dessa guerra. E sinceramente, eu não sei como um ser humano é capaz de guerrear sabendo que o resultado dessa guerra é a morte de crianças inocentes” 

Lula participou, no Palácio do Planalto, da instauração do Conselho da Federação e fez uma breve fala devido a uma reunião agendada com o Emir do Catar, Tamin bin al Thani, para abordar a situação no Oriente Médio. “Estou agendando uma ligação com o Emir do Catar na tentativa de encontrar uma parte disposta a dialogar, a fim de facilitar, em primeiro lugar, a repatriação dos brasileiros retidos na Faixa de Gaza, localizados a poucos quilômetros da fronteira com o Egito, e que desejam retornar ao Brasil”, compartilhou. Aproximadamente 30 cidadãos brasileiros na Faixa de Gaza aguardam por resgate, mas há um impasse entre as autoridades quanto à abertura da fronteira com o Egito. Lula já se comunicou com líderes de diversos países, incluindo Israel, Autoridade Palestina, Egito, Irã, Turquia, França, Rússia e Emirados Árabes, com o propósito de intermediar uma solução para o conflito. “O que está ocorrendo neste momento no Oriente Médio é extremamente grave. Não se trata de debater quem está certo ou errado, ou quem disparou o primeiro ou segundo tiro”, acrescentou o presidente. O Brasil defende a libertação de reféns e a criação de um corredor humanitário para permitir o envio de assistência aos civis palestinos na Faixa de Gaza. Em 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa com mísseis contra Israel e realizou uma incursão de combatentes armados por terra, resultando na morte de civis e militares, além de centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas em Gaza e impôs um bloqueio total ao território, incluindo a interrupção do fornecimento de água, combustível e eletricidade.

Esses ataques já resultaram em milhares de mortes, feridos e deslocados em ambos os territórios, estima-se que cerca de 1,4 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas em Gaza.