Luís Roberto Barroso

Luís Roberto Barroso || Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

Ministro do STF faz longa peroração em defesa da Lava Jato em voto que julgava simples questão regimental da Corte, enquanto plenário reafirma decisão da Segunda Turma pela suspeição de Sergio Moro

Ainda que a discussão do plenário do STF desta quinta-feira (22) fosse exclusivamente regimental – validar ou não uma decisão da Segunda Turma –, o ministro Luís Roberto Barroso fez o que o advogado influencer Augusto de Arruda Botelho chamou de “votar diretamente para o Jornal Nacional”.

Ocorre que tal decisão da Segunda Turma foi crucial para rever a história recente do Brasil, ao entender que o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro atuou com parcialidade ao condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá.

O veredicto de Moro teve consequências práticas, como se sabe: Lula foi preso por 580 dias e não pode participar das eleições de 2018.

Barroso fez longa peroração sobre o esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato, criticou a equipe de hackers de Araraquara, elogiou o livro sobre a Odebrecht da jornalista Malu Gaspar, inventariou o desfecho da Mani Pulite, operação italiana que serviu de paradigma para a turminha da MPF de Curitiba, entre outros tópicos.

Solou, basicamente.

(A propósito, o julgamento foi interrompido mesmo com placar favorável à decisão da Segunda Turma já formado: o decano Marco Aurélio Mello pediu vista.)