Desemprego tem primeira alta após sequência de quedas

Brasil registra taxa de desemprego mais baixa desde 2012
Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Número de brasileiros sem trabalho cresceu 5,3% no trimestre

O desemprego no Brasil teve um leve aumento no início de 2025, chegando a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro. O dado, divulgado pelo IBGE, aponta uma alta de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 6,2%. Apesar do crescimento, o índice ainda é um dos mais baixos já registrados para o período desde o início da série histórica, em 2012.

Fatores que impulsionaram a alta

Segundo especialistas, a alta no desemprego está ligada a fatores sazonais. O início do ano costuma registrar um aumento na desocupação devido ao fim dos contratos temporários firmados para atender à demanda do comércio e serviços no fim do ano.

Outro fator que contribuiu foi a redução de empregos no setor público, especialmente nas áreas de saúde e educação. A troca de administrações municipais, que acontece a cada quatro anos, resultou em cortes de contratos, impactando a taxa de ocupação.

Mais de 7 milhões sem trabalho

O levantamento do IBGE aponta que 7,2 milhões de brasileiros estavam sem emprego no período analisado. Esse número representa um crescimento de 5,3% em comparação ao trimestre anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período de 2024, houve uma redução de 13,1%, o que significa que 1,1 milhão de pessoas deixaram a condição de desocupação em um ano.

O total de trabalhadores ocupados no país caiu para 103 milhões, uma redução de 641 mil pessoas no trimestre. Já na comparação anual, o número cresceu 2,4%, indicando que o mercado de trabalho segue em uma trajetória de recuperação.

Informalidade e carteira assinada

A taxa de informalidade também sofreu uma leve variação, atingindo 38,3% da população ocupada. No trimestre anterior, o percentual era de 38,9%, mostrando uma leve queda na quantidade de trabalhadores sem vínculo formal.

Entre os empregados com carteira assinada, o número se manteve estável em 39,3 milhões de pessoas. Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,9 milhões, registrando uma leve queda no trimestre.

O número de trabalhadores por conta própria permaneceu em 25,5 milhões, sem grandes variações em relação ao trimestre anterior. Já os trabalhadores domésticos totalizaram 5,9 milhões, mantendo a mesma média dos últimos meses.