
O dólar operou em queda nesta terça-feira (25), refletindo a reação do mercado à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No início da tarde, a moeda americana registrava uma desvalorização de 0,94%, sendo cotada a R$ 5,69.
Fatores que influenciaram a queda
A publicação da ata do Copom trouxe novos detalhes sobre a postura do Banco Central em relação à política monetária. O documento reforçou o compromisso da instituição com o controle da inflação, destacando que as próximas decisões dependerão do comportamento dos indicadores econômicos.
Além disso, investidores acompanham de perto as declarações de Fernando Haddad, que, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), comentou sobre a reforma tributária. O ministro lamentou a ampliação de exceções na cobrança de impostos, mas ressaltou que a legislação poderá ser reavaliada até 2032.
Tarifas dos EUA e impacto no mercado
Outro fator que influencia o mercado cambial é a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos. O governo americano considera flexibilizar novas tarifas sobre importações, o que pode impactar o fluxo de comércio global. No entanto, o presidente Donald Trump também anunciou novas tarifas de 25% sobre países que compram petróleo e gás da Venezuela, o que pressionou os preços do petróleo.
Cenário da moeda nos últimos dias
Na segunda-feira (24), o dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,75. No mercado futuro da B3, os contratos da moeda americana para os próximos vencimentos também operavam em leve queda, refletindo as expectativas do mercado.
A oscilação do dólar está diretamente ligada ao ambiente de incerteza global, influenciado por políticas comerciais, decisões monetárias e fatores fiscais internos. O mercado segue atento às próximas movimentações do Banco Central e ao impacto das decisões econômicas no câmbio.