Gabriel Boric

Presidente do Chile volta a cobrar clareza na condenação à Russia por conta da invasão da Ucrânia, destoando da turma do “deixa-disso” na cúpula dos países da União Europeia, América Latina e Caribe

Gabriel Boric || Crédito: Sebastián Rodríguez/ASSESSORIA DE IMPRENSA, PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO CHILE

O presidente do Chile, o socialista Gabriel Boric, segue atuante no posto de pedra no sapato de alguns de seus homólogos do continente, como o brasileiro Lula. Nesta terça (18), na cúpula dos países da União Europeia, da América Latina e do Caribe, ele foi cristalino, loquaz e usou de lógica incontornável para lastimar a falta de um documento do bloco latino-americano repudiando a agressão russa à Ucrânia.

Lula, como se sabe, notabilizou-se por evitar condenar diretamente a Rússia pela invasão, usando de circunlóquios mais de uma vez – e mais de uma vez, diga-se, teve de ouvir o papo reto do jovem colega chileno.

Desta vez, Boric mandou: “Acredito que na América Latina é preciso falar da situação com clareza. O que acontece na Ucrânia é uma guerra de agressão, imperial, inaceitável, em que se viola o direito internacional. Entendo que a declaração conjunta está travada hoje porque alguns não querem dizer que é uma guerra contra a Ucrânia. Estimados colegas, hoje é a Ucrânia, mas amanhã poderia ser qualquer um de nós” (…) O importante é o respeito ao direito internacional. E aqui foi violado claramente o direito internacional não pelas duas partes, mas por uma parte que é invasora, que é Russia.”