Rodrigo Agostinho

Rodrigo Agostinho || Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Presidente do Ibama pode vir a ficar entre a cruz e a espada com decisão do órgão em vetar exploração de petróleo na costa da Amazônia

Ajuste das relações entre o Executivo e o parlamento; apreciação da minuta sobre regulação da posse de armas; “suítes” de seu esforço pela interrupção da Guerra da Ucrânia. A agenda de Lula esta semana, após visita ao encontro do G-7, em Hiroshima, no Japão, é intensíssima e ainda haverá outro assunto candente a exigir a mediação do presidente: a possível exploração de petróleo na costa amazônica.

A Petrobras e seu presidente, o ex-senador Jean Paul Prates (PT-RN), pressionam pela liberação de licença ambiental para a exploração, mas o Ibama, que a emite, negou o pedido da petroleira.

O próprio Lula já deu pistas de que lado estará no debate: “Se explorar esse petróleo tiver problemas para a Amazônia, certamente não será explorado. Mas eu acho difícil, porque é a 530 km de distância da Amazônia”, disse, ainda no Japão.

A cobra pode fumar para o lado do presidente do Ibama, o ex-deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP). Disse ele durante congresso de bird watching:

“O Ibama é uma instituição de Estado, então não toma decisão por pressão política (…) O Ibama sofreu muita ingerência política nos últimos quatro anos e eu me senti muito à vontade para tomar essa decisão. É uma decisão amparada pelo corpo técnico.”