Tarcísio Gomes de Freitas

Tarcísio Gomes de Freitas || Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em fechamento de semana intensa, candidato ao governo de São Paulo chamuscado pelo “affaire” Vera Magalhães elogia Fernando Collor e se prepara para novo debate no sábado, 17

Ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro e candidato ao governo de São Paulo escolhido a dedo pelo presidente, Tarcisão suou o cashmere esta semana. Horas depois do debate contra os concorrentes ao Bandeirantes, na terça (13), em que sua boa atuação foi eclipsada pela barbeiragem do correligionário Douglas Garcia, protagonista do affaire Vera Magalhães, ele já estava nos cafundós do oeste paulista, em Presidente Prudente, em comício com seu criador.

Depois, passou o tempo equilibrando-se entre os ataques do próprio bolsonarismo, cujos seguidores desgostaram da maneira com que ele tratou Douglas, chamando-o de “idiota” e negando relação de proximidade; e dos ataques de todas as outras correntes políticas, que, se aprovaram o gesto de solidariedade de Tarcisão à jornalista, reprovaram o fato de ele ter silenciado quando o próprio Bolsonaro, semanas antes, xingou Vera.

A vida é feita de escolhas, dizem, e Tarcisão, escolhido por Bolsonaro para a cabeça de ponte paulista, não pode preterir seu demiurgo, é certo. Mas produzir um vídeo para endossar a candidatura de Fernando Collor ao governo de Alagoas, como fez nesta sexta (16), talvez não tenha sido uma ideia exatamente genial. Tarcisão chamou o senador e ex-presidente impichado de “ um dos maiores políticos que tivemos” por conta da abertura econômica que empreendeu nos anos 1990.

O principal rival de Tarcísio foi pra cima. Autoproclamado paulista-raiz, Rodrigo Garcia (PSDB) retuitou o vídeo do rival sob o texto “Não queremos o Collor, que confiscou o dinheiro dos brasileiros, dando palpite aqui em SP. Minha referência na gestão pública é o Mario Covas, e SP precisa de um governador independente.”

Fernando Haddad (PT), que por ora lidera as pesquisas, preferiu não acender vela pra pouco santo.