Revista Poder

Luiz Fux

Luiz Fux || Crédito: Felipe Sampaio/SCO/STF

Sem ter sido citado uma única vez dos discursos delirantes do presidente da República nesta terça (7), Luiz Fux foi chamado às falas. O roadshow da Independência de Bolsonaro teve como inimigo claro o STF, ora chefiado por Fux. O outro poder – o Legislativo – está com Bolsonaro ao menos em parte, já que a Câmara Federal by Arthur Lira é dulcíssima para com o Executivo.

Em Brasília, no primeiro ato de sua pantomima financiada com o meu, o seu, o nosso dinheiro, Jair Bolsonaro, em sua sintaxe peculiar, disse o seguinte: “Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”.

Na avenida Paulista, em São Paulo, à tarde, o presidente recuperou a obsessão pelo voto impresso, cuja PEC foi sepultada na Câmara Federal mesmo tendo sido levada a plenário, numa manobra inusual de Arthur Lira, e foi mais explícito ao direcionar ataques ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Fux, que não tem conta no Twitter – ou a menos não se manifesta ali –, e o STF nada publicaram. Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso já haviam postado mensagens pró-Estado Democrático de Direito logo cedo.

Silente, Lira passou batido, mas seu homólogo da Casa Alta, Rodrigo Pacheco, teve uma recaída no seu embromation da Teoria do Medalhão:

“Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito.”

Valeu.

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