Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro || Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Distante dos holofotes e mesmo das redes sociais, 01 reaparece no Twitter com discurso moderado e digno do manifesto da Fiesp que morreu antes de ter nascido

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) não se destaca exatamente por sua performance parlamentar, tampouco por seu desempenho como articulador político – vide sua mudança para o partido Patriota, legenda na qual ingressou imaginando que aplainaria o terreno a fim de dar uma sigla para seu pai disputar as eleições de 2022.

Não rolou.

Numa adaptação do clássico da jovem-guarda do bolsonarista Eduardo Araújo, 01 poderia ser o cara que usa botinha sem meia, mas que em vez de trabalhar na areia, trabalha no Twitter.

Mas nem por ali ele tem aparecido.

Hoje reapareceu na rede social com um discurso surpreendentemente acassiano, endossando de certa forma o que seria o manifesto da Fiesp caso ele tivesse existido.

Disse o senador: “Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira.”

E embalou: “É o que sempre defendemos! É preciso que todos tenham humildade e façam autocrítica da razão que levará milhões de brasileiros às ruas no 7 de setembro. Possíveis infiltrados serão repelidos. Vai ser gigante e pacífico.”

Com a suspensão da denúncia das rachadinhas no STJ, 01 vive momento positivo na cronologia do caso que tanto perturba a ele e seu pai. Isso poderia até justificar o tom moderado, mas o problema é que os 14, 15, 20 verões passados insistem em mandar um “hi”.

Recentemente, o tema voltou à pauta com as revelações de um ex-funcionário que trabalhou 14 anos com os Bolsonaro. Marcelo dos Santos  disse ao jornalista Guilherme Amado que 00 passou o comando do suposto esquema de peculato – a rachadinha – para seus filhos 01 e Carlos 02 Bolsonaro ao descobrir um caso de infidelidade de Ana Cristina Vale, hoje sua ex-mulher, mas que à época comandaria a esbórnia.

Uma daquelas histórias em que a realidade é mais inverossímil que a ficção – como, de resto, os últimos três anos da história deste país.