Revista Poder

Terrivelmente católico, Ives Gandra trabalha pela próxima vaga do STF, a de Marco Aurélio

Ives Gandra, do TST, segue no páreo para a próxima vaga do STF, apesar de ser um candidato terrivelmente católico

Ives Gandra || Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Bernardo Bittar, de Brasília

Que ninguém se surpreenda se, quando abrir a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), ano que vem, o escolhido for o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Martins Filho.

Aos 61 anos, o magistrado, como a maioria dos juristas, deseja se aposentar na suprema corte.

Ele visitou o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto em busca de indicação para a vaga de Celso de Mello, que ficou com Kassio Nunes Marques.

Contudo, segue fazendo afagos para tentar ganhar a próxima cadeira, a de Marco Aurélio Mello, que faz 75 anos em julho, tendo então de se aposentar.

Ives Gandra flerta com o Supremo desde a época de Michel Temer e é considerado uma opção, dizem assessores do presidente.

O que pode atrapalhar é uma questão, digamos, de fé. Gandra é terrivelmente  católico, e, como é sabido, Bolsonaro quer um super evangélico na cúpula do Judiciário. 

 

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