Revista Poder

Fronteira de Gaza fechada e brasileiros aguardam novo acesso

Fronteira de Gaza permanece fechada, frustrando tentativa de brasileiros de deixarem o território. Nova tentativa agendada para sábado enfrenta desafios logísticos e políticos.

Foto: pexels-musa-zanoun

A fronteira entre o sul da Faixa de Gaza e o Egito foi fechada novamente nesta sexta-feira (10), causando incerteza na passagem de brasileiros e seus parentes que aguardavam para cruzá-la. Este grupo faz parte da 7ª lista de estrangeiros autorizados a deixar o território. Eles aguardavam em frente ao posto de controle de Rafah, a única via de saída de Gaza.

A passagem será tentada novamente no sábado (11), conforme anunciado pelo embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeias. Apenas cinco ambulâncias com feridos foram autorizadas a passar pela fronteira nesta sexta (10), e atrasaram devido à presença militar israelense em combates ao redor de hospitais.

Rafah abre passagem apenas por algumas horas diariamente devido às preocupações de Israel e Egito sobre o risco de membros do grupo terrorista Hamas cruzarem a fronteira. Com isso, o grupo de 34 brasileiros teve que regressar, uma parte para o abrigo em Rafah e outra parte para Khan Yunis, cidade distante 10 quilômetros da fronteira.

Vieira acrescentou que, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, telefonou quatro vezes para o chanceler israelense ao longo de mais de um mês em que o país tenta retirar os brasileiros de Gaza. Disse ainda que teve conversas com as autoridades do Egito e da Palestina. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou o fechamento da passagem, explicando que o posto de controle de Rafah abre por apenas algumas horas, e há prioridade para ambulâncias. Ele mencionou que a lista com os nomes dos 34 integrantes do grupo já estava em posse de Egito e Israel há vários dias.

Após o fechamento da passagem, os brasileiros aguardarão por uma nova tentativa. Se não conseguirem atravessar ainda nesta sexta, serão levados a uma nova residência alugada pelo Itamaraty em Rafah enquanto esperam pela próxima tentativa. Quando conseguir atravessar a fronteira e chegar ao lado egípcio, o grupo será repatriado, percorrendo um longo caminho por terra e ar até chegar ao Brasil. Vieira afirmou que continua trabalhando constantemente com as autoridades dos países envolvidos e espera que os brasileiros deixem Gaza “no mais rápido prazo possível”.

 

 

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