Revista Poder

Banco Central de Israel adverte sobre impacto econômico da guerra

Image by Ri Butov from Pixabay

Na última segunda-feira (23), o banco central de Israel ajustou para baixo suas projeções de crescimento econômico, à luz dos riscos decorrentes do agravamento do conflito em Gaza. De acordo com as novas estimativas, espera-se que o Produto Interno Bruto (PIB) se expanda 2,3% este ano e 2,8% em 2024. Esses números representam uma redução em relação às estimativas anteriores de julho, que apontavam um crescimento de 3% para ambos os anos. A guerra em curso está exercendo pressão significativa sobre o crescimento da nação.

As perspectivas agora consideram que o conflito terá o maior impacto na economia israelense no quarto trimestre deste ano. Embora o banco central tenha optado por manter as taxas de juros inalteradas, visando estabilizar o shekel, que havia atingido seu valor mais baixo em 11 anos, alertou que um conflito mais amplo poderia afetar ainda mais sua política monetária. A taxa de juros de referência foi mantida em 4,75%, seu nível mais elevado desde o final de 2006.

O banco central declarou: “A trajetória das taxas de juros e o uso de ferramentas adicionais de política monetária serão determinados com base no desenvolvimento do conflito, nos indicadores econômicos e na dinâmica da inflação, a fim de apoiar a estabilidade dos mercados e atingir os objetivos políticos e as necessidades econômicas”.

O shekel israelense tem perdido valor todos os dias desde o início do conflito entre as forças de segurança israelenses e grupos armados palestinos em Gaza, em 7 de outubro. Além da desvalorização do shekel, que representa um grande risco inflacionário, o banco central alertou para uma séria perturbação na economia que afetaria a demanda por bens e serviços por parte dos consumidores. Espera-se que a oferta e a demanda permaneçam restritas devido à escassez de mão-de-obra devido à mobilização e à destruição de infraestruturas.

Calculando os custos da guerra, Israel também revisou para cima suas projeções para o déficit orçamentário, que deve atingir 3,5% do PIB este ano. Enquanto isso, o governo está planejando um grande programa de estímulo econômico para enfrentar a situação em tempos de conflito.

 

Sair da versão mobile