Revista Poder

Influências do El Niño nas previsões do clima brasileiro

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

A previsão do clima para os próximos dias no Brasil revela um cenário de contrastes e desafios para diversas regiões do país. Com base nos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é possível destacar as influências do fenômeno climático El Niño, que promete moldar as condições climáticas até janeiro de 2024.

De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, o El Niño tem um impacto considerável na distribuição de chuvas no território brasileiro. As regiões do Norte e parte do Nordeste, envolvendo os estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Bahia, enfrentarão uma maior probabilidade de escassez de chuvas. Esse quadro de diminuição das precipitações pode acarretar em desafios para a agricultura, uma vez que a disponibilidade hídrica diminui, prejudicando o desenvolvimento das culturas.

Por outro lado, as regiões do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais podem esperar um aumento nas chuvas, característica típica do El Niño. Esse incremento nas precipitações beneficia essas áreas, mas também pode criar um ambiente propício para o aumento da umidade e, consequentemente, o surgimento de doenças nas plantações, demandando cuidados adicionais dos agricultores.

Para as demais regiões do país, a previsão aponta para condições mais secas do que o normal. Isso é particularmente preocupante na região amazônica, onde a influência do El Niño é mais pronunciada. O comunicado do Inmet destaca a possibilidade de “perdas significativas de produtividade” em áreas do Matopiba, devido à redução dos níveis de água no solo, e também menciona a irregularidade da chuva no Brasil Central, que pode dificultar o manejo agrícola e afetar a produtividade.

Além da distribuição das chuvas, as temperaturas também são motivo de atenção. Grande parte do país continuará enfrentando altas temperaturas, com valores superiores a 30°C e até mesmo ultrapassando os 40°C em áreas do Centro-Oeste e sul da região Norte. No entanto, na região Sul, a chegada de uma massa de ar frio promete um declínio acentuado nas temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Quanto às precipitações, as previsões se dividem por região. No Norte, espera-se chuva significativa, com acumulados que podem ultrapassar os 50 mm em algumas áreas, enquanto outras regiões, como o Amapá e o nordeste do Pará, enfrentarão um período de tempo seco.

No Nordeste, as projeções apontam para baixos acumulados de chuva, com volumes menores que 50 mm, embora haja exceções, como o centro-sul da Bahia, onde os volumes podem superar essa marca.

 

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