Revista Poder

Pelo Brasil

Igreja de São Francisco de Assis || Crédito: CC/WikiCommons/Flickr/Jeff britto

Caso fosse dado a esse tipo de coisa, o mineiro poderia dizer que Diamantina é a mais interessante de suas cidades do ciclo da mineração pois, mais distante do Rio e de São Paulo do que Ouro Preto e Tiradentes, atrai menos turistas. Mas a) o mineiro não é dado a esse tipo de coisa; b) com arquitetura preservada, personagens do balacobaco e patrimônio cultural da humanidade, Diamantina deixa as demais no chinelo.

Tá bom, no chinelo, não, mas quase.

É difícil não se encantar com as ruas históricas de Diamantina, e não só por conta do calçamento secular ou da Casa da Glória, com seu passadiço ligando as duas edificações; é na cidade, na rua da Quitanda, que acontece a tradicional vesperata, com músicos nas janelas dos casarões tocando e cantando para os passantes. Em setembro, tem vesperata já na noite deste sábado (16) e na do sábado, 30; em outubro, nos dias 7 e 21.

Chica da Silva, grande figura de Diamantina, a escrava depois alforriada casada com o contratador João Fernandes, rendeu música, filme e novela, mas seu museu não a tributa devidamente. Mas se o acervo não remonta ao século 18, ao menos as histórias contadas pelos guias encantam; com Juscelino Kubitschek, filho dileto da terra, a história é outra e muito mais recente, e a casa onde o presidente bossa-nova passou sua infância virou museu e tem biblioteca, fotografias e objetos de uso cotidiano.

Diamantina é encantadora, mas seu entorno é abissal, para usar um adjetivo tão a gosto do estado. Por isso, visitar as cachoeiras de Milho Verde, seguindo o trajeto sinalizado da Estrada Real, caminho nos tempos coloniais de escoamento de ouro e diamante até o porto de Paraty, no Rio, é muito necessário. Muito perto de Diamantina também está o vilarejo de Biribiri, cuja igreja é cenário de muitos casamentos por sua beleza de cartão-postal, que digo, sua beleza de Instagram.

 

 

 

 

 

 

 

Sair da versão mobile