Revista Poder

Esquenta para primeira ronda de eleições argentinas tem defesa da polícia e populismo

Horacio Larreta, Sergio Massa, Javier Milei e Patricia Bullrich || Créditos: CC/WikiCommons/Gov-AR/Reprodução/Ministerio de Seguridad

Cerca de 35 milhões de argentinos votam neste domingo (13) nas primárias presidenciais. O pleito serve para definir o candidato oficial de cada partido ou coalizão partidária. Em outubro, nas eleições gerais, disputam o voto dos argentinos o vencedor de cada partido ou coalizão nestas primárias.

O modelo das primárias debutou em 2011. Esta é a quarta vez que é adotado, e a situação (governo) vem perdendo gradativamente votos. Em 2019, Maurizio Macri tentou mais um termo na Casa Rosada, mas teve votação baixa já nas primárias: 31,80%

A principal disputa deste domingo está no partido Juntos por el Cambio, de centro-direita. Horacio Rodríguez Larreta, prefeito de Buenos Aires, enfrenta Patricia Bullrich, ex-ministra de Segurança do governo de Maurizio Macri e que começou sua carreira no peronismo.

Sergio Massa, ministro da Economia e candidato a presidente apoiado pelo atual presidente, Alberto Fernandéz, e pela vice, Cristina Kirchner, e o extremista Javier Milei, tido como o “Bolsonaro argentino”, devem ser aclamados em suas coligações.

Os dias que antecedem as primárias têm sido movimentados. Nesta sexta (11), Massa anunciou para a próxima semana uma complementação salarial para os trabalhadores formais de baixo nível salarial, num gesto populista que foi lastimado por governadores e prefeitos, que lideram as máquinas que mais empregam esses trabalhadores no país.

Na quinta (10), um homem morreu em conflito com a polícia em manifestação junto ao Obelisco, na região central da capital argentina, mas o prefeito de Buenos Aires e candidato presidencial Horacio Larreta apressou-se em isentar a polícia no episódio, dizendo ter se tratado de um colapso cardíaco do manifestante. A polícia “atuou com total profissionalismo, como sempre”, disse Larreta.

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