Revista Poder

Putin recebe na Rússia líderes africanos e Dilma Rousseff

Dilma Rousseff e Vladimir Putin || Crédito: Reprodução/rossiya24

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebe a partir desta quarta-feira (26), em São Petersburgo, chefes de estado africanos, numa demonstração de (alguma) força geopolítica. Desprezado pela esmagadora maioria dos países europeus, pelos Estados Unidos e nações sob sua órbita, Putin é anfitrião da chamada Cúpula Rússia-África, que começa na quinta (27).

A Cúpula, que tem como subtítulo — durma com essa – Fórum Econômico e Humanitário, objetiva, evidentemente, estreitar laços de Moscou com um continente que é lar de 1,3 bi de pessoas e tem  54 vozes em organizações multilaterais como a ONU. Qualquer iniciativa que diminua o isolamento russo por conta da invasão da Ucrânia gera, no mínimo, um ganho estratégico de tempo.

Um dos convidados de Putin, o primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed, parece pouco talhado para protagonizar um evento “humanitário”. Os Estados Unidos e o programa mundial de distribuição de alimentos decidiram suspender o envio de comida para a Etiópia após a constatação de desvios supostamente patrocinados pelo governo.

Outra líder mundial que se entrevistou com Putin em São Petersburgo foi a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, hoje à frente do banco dos Brics, num prólogo da cúpula dos países da organização, Brasil entre eles, que ocorre em agosto na África do Sul.

Em nota oficial, Dilma se antecipou às garrafadas dizendo que novos “projetos” envolvendo a Rússia não “são considerados” e que o banco age em conformidade com as “restrições financeiras (…) dos mercados internacionais.”

Dilma, em seu discurso, repetiu catequese recente de Lula, sugerindo o uso de outra moeda que não o dólar nas relações comerciais internacionais. Fez também elogios à “grande parceria” da Rússia com os Brics e com a instituição que ela dirige.

 

 

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