Revista Poder

Lula, Pacheco, Haddad e Nunes tributam Zé Celso

Zé Celso || Crédito: Paulo Freitas

Figura maior que o próprio — e histórico — Teatro Oficina de que foi sempre seu principal motor, José Celso Martinez Correa, morto nesta quinta (6), aos XX anos, começa a receber os tributos que lhe cabem — oriundos do poder instituído.

E equipe do presidente Lula, por meio de sua conta oficial do Twitter, escreveu: “O Brasil se despede hoje de um dos maiores nomes da história do teatro brasileiro, um dos seus mais criativos artistas. (…) Zé Celso (…) foi por toda a sua vida um artista que buscou a inovação e a renovação do teatro. Corajoso, sempre defendeu a democracia e a criatividade, muitas vezes enfrentando a censura. Transformou o Teatro Oficina em São Paulo em um espaço vivo de formação de novos artistas. Deixa um imenso legado na dramaturgia brasileira e na cultura nacional.”

O deputado estadual paulista Eduardo Suplicy (PT), que chegou a visitar Zé Celso no Hospital das Clínicas, durante sua curta internação, escreveu: “Somos amigos da vida inteira e estivemos juntos em peças memoráveis no Teatro Oficina. Em homenagem a ele, vou seguir lutando pela criação do parque do Rio Bixiga e em defesa do Teatro.”

A criação do parque do Rio Bixiga era um desejo antigo do dramaturgo, que assim perpetuaria o Teatro Oficina. O problema é que o “senhorio”, o dono da propriedade, Silvio Santos, jamais concordou com o pleito.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também lastimou a morte de Zé Celso. “Inquieto, criativo, produtor compulsivo e pensador das grandes questões nacionais, Zé Celso deu sentido à arte teatral brasileira.”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que com  a morte de Zé Celso “morre também uma parte do sentimento de ousadia e coragem do teatro brasileiro”.

O prefeito paulistano deixou para às 12h seu tuíte: “Nos despedimos de um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Zé Celso Martinez, com sua genialidade e paixão, encantou plateias e deixou uma marca em nossa cultura. Sua contribuição para a arte cênica será eternamente lembrada e celebrada”.

Até às 12h não haviam se manifestado pelo Twitter o governador paulista, Tarcísio Gomes de Freitas, nem o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, que tem uma reforma tributária, lembremos, para aprovar mais à noite.

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