Revista Poder

Realpolitik baixa em Lula, mas presidente mantém clima “mobilização de militância”

Lula || Créditos: Reprodução

Em seus até aqui quatro meses e meio de mandato, o governo Lula 3 está certamente a surpreender aqueles que imaginavam ver um repeteco do grande conciliador que o presidente revelou ser em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006. Em reiterados momentos, Lula parece estar mais para Gleisi Hoffmann, a intimorata presidente do PT, do que para, digamos, Gilberto Kassab.

Às constantes estocadas no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por conta da taxa de juros nas alturas, somam-se alguns discursos que atacam seu antecessor.

Nesta sexta (12), em Fortaleza, para onde viajou para lançar um programa de ampliação das vagas de educação em tempo integral, o presidente voltou a atacar seu antecessor, ainda que sem citá-lo.

“Agora, está dentro de casa, com o rabinho preso, prestando depoimentos. Ele vai saber o quanto foi ruim para ele mentir durante o processo do governo”, disse.

Lula, de qualquer forma, sabe que a criticada articulação palaciana com o Congresso Nacional, agora francamente conservador, de que depende para governar, é crítica. E nesta sexta, no mesmo discurso, teve momentos 100% realpolitik:

“É o governo que precisa do Congresso”, disse. “Quando você chega no governo, você faz ou não faz. Aí você precisa conversar com todo mundo.”

“O PT só tem 69 deputados. Para votar alguma coisa importante, eu preciso de 257 votos. Significa que eu preciso conversar com pelo menos 200 deputados. Eu tenho que conversar com todo mundo.”

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