Revista Poder

Futuro ministro da Fazenda, Haddad assume protagonismo e vai a Lira

Fernando Haddad, Arthur Lira e Gleisi Hoffmann || Crédito: CC/Flickr/Sérgio Silva/PT/Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/

Indicado futuro ministro da Fazenda do novo governo Lula, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad é, há algum tempo, pau pra toda obra do presidente eleito. Aceitou sem pestanejar, como se sabe, a difícil incumbência de disputar com Jair Bolsonaro a presidência da República em 2018, após a confirmação da prisão de Lula em Curitiba.

(Os bolsonaristas na época chamavam Haddad de “marmita de presidiário.)

Pois bem, Haddad já trava o jogo duro de Brasília. Nesta última semana de trabalho antes do recesso parlamentar, ele está engajado fortemente nas conversas com Arthur Lira, presidente da Câmara, cujo poder murchou um pouco com o entendimento do STF desta segunda (19) de que as emendas impositivas/orçamento secreto são inconstitucionais.

O PT e seus partidos de apoio buscam a aprovação nesta terça (20) da PEC da Transição, ou, como agora quer a Folha de S.Paulo, PEC da “Gastança”, mesmo tendo recebido de presente de Gilmar Mendes decisão que garante a existência de recursos para manter o redivivo Bolsa Família em R$ 600 – razão da PEC.

Bolsonaro também havia prometido a extensão do valor na campanha presidencial, mas não fez a necessária provisão orçamentária.

Na manhã desta terça (20), Haddad precisou amassar barro, na velha expressão de Geraldo Alckmin, e foi à residência oficial do presidente da Câmara para negociar os termos da aprovação da PEC. É interessante, embora não mais fundamental, demonstrar certa força e reunir os 3/5 necessários para a fazer a emenda passar.

O senão é que isso, de tabela, também ajudaria a fortalecer Lira, que agora, após a decisão do STF, já não é mais o dono da bola, capitão do time e ainda cartola, tudo ao mesmo tempo, como era.

Depois da decisão de Gilmar, A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, já havia relativizado a aprovação da PEC. Em tuíte na segunda (19), escreveu:

“Queremos a PEC do Bolsa Família, ela é importante, porque traz outras soluções e privilegia a política, o parlamento, para a saída de problemas. Mas se a Câmara não der conta de votar, a decisão do ministro Gilmar, que retira o Bolsa Família do teto de gastos, não deixará o povo pobre na mão.”

 

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