Revista Poder

INOVAÇÃO CONTRIBUI PARA TRANSFORMAR A AMAZÔNIA

São 600 milhões de hectares de área, 40 mil espécies vegetais e mais de 100 mil animais diferentes. Os números da Floresta Amazônica impressionam, assim como seu potencial para movimentar a economia verde. E se de um lado as oportunidades são imensas, de outro, a participação da região no mercado global de produtos compatíveis com esse bioma é praticamente inexistente – ínfimos 0,2%.

Utilizar tecnologia e inovação social para promover o desenvolvimento sustentável da região é a missão que as seis startups selecionadas em 2021 e aceleradas em 2022 pela AMAZ, aceleradora apoiada pelo Fundo JBS pela Amazônia, têm pela frente. As empresas, que foram escolhidas em um grupo com 156 startups, receberam R$ 200 mil de aporte e, ao fim do processo, ainda pode haver uma rodada de reinvestimento que vai garantir outros R$ 400 mil para cada uma.

Todas as seis startups atuam em cadeias de valor estratégicas para a preservação da Amazônia: créditos de carbono e reflorestamento, produção de óleos, ingredientes para alimentação e turismo de base comunitária.  Elas chamaram a atenção da AMAZ pela qualidade de suas propostas. “Ficamos impressionados com o potencial que elas têm para construir na prática uma nova economia aliada à conservação florestal”, avalia Mariano Cenamo, CEO da AMAZ.

De fato, o potencial de impacto dos negócios gerados por essas empresas promete ser surpreendente e os resultados previstos para um período de cinco a dez anos incluem redução na emissão de CO2 na atmosfera (cerca de 700 mil toneladas); preservação de mais de 1 milhão de hectares de floresta e recuperação de outros 3.700 hectares. E não é só o meio ambiente que sai ganhando – centenas de famílias serão beneficiadas com a injeção de cerca de R$ 30 milhões nas comunidades locais.

 

CÍRCULO VIRTUOSO 

Em junho do ano passado, a AMAZ foi um dos seis primeiros projetos selecionados pelo Fundo JBS pela Amazônia, que vai investir, em conjunto com parceiros, um total de R$ 50 milhões em todas as iniciativas apoiadas. “A experiência com a AMAZ mostra que o ecossistema de negócios ligados à conservação da floresta tem um enorme potencial de crescimento na região amazônica”, destaca Andrea Azevedo, diretora do fundo.

Constituído em setembro de 2020 pela JBS, a maior indústria de alimentos do mundo, o fundo tem o objetivo de fomentar e financiar iniciativas e projetos focados no desenvolvimento sustentável do bioma amazônico.

O Fundo é aberto a contribuições e parcerias de associações da iniciativa privada, terceiro setor e grupos multistakeholders. A JBS se compromete a igualar a contribuição feita a cada doação até atingir os R$ 500 milhões. A meta é que os recursos alcancem R$ 1 bilhão até 2030.

Qualquer instituição ou empresa de impacto socioambiental pode apresentar projetos para solicitar financiamento, desde que tenha CNPJ ativo (ou equivalente, em caso de empresas internacionais). Mais informações e formulário de inscrição no site https://fundojbsamazonia.org/

 

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