Revista Poder

Roberto Campos Neto

Roberto Campos Neto || Crédito: Raphael Ribeiro/BCB

Apesar de Jair Bolsonaro praticamente ter deixado de presidir o país desde 30 de outubro, dia do segundo turno das eleições, alguns de seus indicados seguirão à frente de órgãos públicos por mais alguns anos. Nesta sexta (18), por exemplo, o presidente indicou seu ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, para a presidência da Embratur, autarquia de turismo do país.

Machado, que se celebrizou como o sanfoneiro das lives presidenciais, disputou vaga ao Senado por Pernambuco, mas perdeu para a candidata petista, Tereza Leitão.

Outro que segue ao longo dos primeiros anos Lula é o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato, em razão de mudança regimental recente, independe dos humores do Chefe de Executivo de plantão. Pois bem, Campos Neto parece que decidiu participar da disputa de quem provoca mais a suscetibilidade do “mercado”, competição que tem Lula na condição de “hors concours”.

Em evento nesta sexta (18), em São Paulo, Campos Neto disse, explicitamente, que pode vir a subir a taxa de juros (Selic) caso não haja “sintonia” entre a política monetária do Banco Central e a política fiscal a ser adotada pelo futuro governo.

O mercado, que Campos Neto disse nesse encontro vir dando “sinais de ansiedade para encontrar respostas sobre como vamos pagar a conta que cresceu durante a pandemia globalmente”, reagiu… com abundantes sinais de ansiedade.

 

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