Revista Poder

Agitador incansável, Janones assume perfil morde-e-assopra e peita claque bolsonarista

“Não se combate o fascismo com flores”, diz aliado de Lula para justificar bate-boca com Ricardo Salles, Sérgio Camargo e outras figuras de igual teor

Ricardo Salles e Janones || Crédito: Reprodução

O PT certamente não conhecia todo o arsenal bélico que iria ter em mãos quando negociava a adesão do deputado federal André Janones (Avante-MG) ao projeto lulista. Talvez nem mesmo o parlamentar soubesse.

Depois de, ao estilo Mano Brown, criticar a “bolha” do petismo incapaz de descer do estamento acadêmico e então conclamar a tigrada a trabalhar o “novo chão de fábrica” – as redes sociais –, ele começou a mostrar a intensidade de seu serviço.

No debate de domingo (28), não parou de provocar bolsonaristas de 15 costados (Ricardo Salles, Adrilles Jorge, Sérgio Camargo),provocando-os e mantendo seu celular sempre no modo “on” – usando as armas dos bolsonaristas, como explicou.

Houve momento em que alguns centímetros o separaram da agressão física, notadamente com o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Quando falou aos repórteres sobre os entreveros, sempre com discurso bem articulado, o mineiro dizia que o conflito não ajudava no debate propositivo, na construção da festa democrática etc. Mas ao msmo tempo, dava a senha: “Não se combate o fascismo com flores. Estamos em campo minado.”

Mas chegou a segunda (29) e o homem voltou ao estilo morde-e-assopra, jogando o jogo que é jogado na várzea bolsonarista. Janones tuitou: “Disse Jesus: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. (Matheus 10:34) Bom dia, e bora lá pra mais uma semana com muito trabalho, coragem e fé em Deus!”

O PT talvez precise ser refundado algumas dezenas de vezes para encontrar um quadro com tanta realpolitik.

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