Revista Poder

Sergio Moro

Sergio Moro || Crédito: Carolina Antunes/PR

Desde que enfrentou o teleprompter e a autocrítica fonoaudiológica na quarta (10), em Brasília, durante cerimônia de sua própria filiação ao partido Podemos, Sergio Moro virou o grande assunto dos matutinos e portais jornalísticos do país.

Houve a entrevista chapa-branquíssima concedida a Pedro Bial, na TV Globo, em que assumiu o “projeto” (sergiomorês para corrida presidencial), houve a insurgência de seu próprio “Posto Ipiranga”, o economista Affonso Celso Pastore – que, com razão, afastou a pecha que Bolsonaro colou em 2018 em Paulinho Guedes – e, mais importante, uma abrupta movimentação no Twitter.

O ex-juiz, ex-ministro de Bolsonaro e ex-consultor a soldo de empresas que ele mesmo julgou, que só ia à rede de tempos em tempos para avisar sua grei de que havia perpetrado mais um artigo para um site noticioso, agora está impossível.

Nesta sexta (19), meteu-se a comentar sobre o recorde de desmatamento em 15 anos na Amazônia, dado de resto sonegado e contestado pelo governo federal. Escreveu Moro, que jamais havia se manifestado sobre o tema: “Preocupante o aumento do desmatamento ilegal da Amazônia em 22%, o maior em 15 anos. Além da destruição do meio ambiente, isso afasta os investidores do País e pode, de forma injusta, trazer problemas para os agricultores brasileiros.”

(“País”, como o Estadão, ele gosta em caixa alta.)

O novo ativista não parou por aí e publicou em sua conta, minutos depois, notícia do jornal O Globo que dava conta de uma apresentação que ele, Moro, fez nesta tarde de sexta a “40 clientes e gestores de fundos do Credit Suisse, num evento fechado que durou 90 minutos em São Paulo” e, segundo o colunista do diário, terminou com o candidato “aplaudido de pé”.

Moro levou ao encontro seu Posto Ipiranga.

Sair da versão mobile