Revista Poder

PL do aumento anual dos remédios pode impor limites à ambição das farmacêuticas

Lasier Martins || Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

Mesmo com as farmacêuticas atuando por sua derrubada, o projeto que prevê o congelamento do reajuste anual no preço dos medicamentos, de até 10,08%, deverá ser analisado ainda neste mês de abril.

Mas o PL 939/21, que estava na pauta desta semana, acabou empurrado para a próxima. A justificativa é que o feriado de Tiradentes, na próxima quarta-feira, 21, atrapalharia a votação do projeto.

Cerca de 19 mil medicamentos serão impactados pelo PL, que busca conter a alta dos preços ao menos enquanto durar a pandemia.

Lobistas de grandes farmacêuticas como Interfarma e Pfizer têm aumentado o diálogo com o governo para tentar conseguir a liberação dos aumentos. Tudo bem discreto, é claro.

O projeto é do senador Lasier Martins (Podemos-RS), líder do bloco que une seu partido ao PSDB e ao PSL no Senado, e que tem dito que “não se pode permitir que as dificuldades trazidas pela pandemia fiquem na conta dos mais pobres enquanto as farmacêuticas incrementam suas receitas com bilhões provenientes do tratamento contra a Covid”.

Lasier sabe que conter o reajuste anual obrigatório será uma mão na roda da campanha do presidente Bolsonaro à sua própria sucessão em 2022.

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