Revista Poder

No torvelinho da Covid-19, publicidade perde Alex Periscinoto

Alex Periscinoto || Crédito: Divulgação

Quando a Covid-19 começou a fazer vítimas fatais no Brasil, personalidades que perdiam a vida para a doença eram notícia quase incontinenti.

Mas os números se avolumaram, e depois de 210 mil vítimas fatais, o espaço para obituários não tem sido mais tão generoso.

Ontem foi a vez de um dos pioneiros da publicidade brasileira, Alex Periscinoto, fundador da  agência Almap e introdutor no Brasil do conceito de dupla de criação, perder a luta para a doença. Periscinoto faria 96 anos em abril.

Filho de imigrantes italianos, o paulista de Mococa cresceu no bairro do Belém em São Paulo e trabalhou nas lojas de departamento Sears e Mappin, e essas experiências no varejo — na ponta do “cliente” — foram fundamentais para encetar sua carreira em publicidade.

Autodidata, Periscinoto foi o primeiro jurado brasileiro do festival de Cannes (de publicidade), evento em que o Brasil foi protagonista em diversas edições, e se notabilizou pelas campanhas brasileiras do Fusca, em que o conceito de carro versátil e econômico, aplicado aqui nos anos 1960, foram fundamentais para a popularização do veículo.

Em entrevista à publicação especializada Propmark, o publicitário citou dois momentos que considerou chaves de sua carreira. Uma visita à agência DDB, de Nova York, em 1958, que justamente criava naquele momento uma campanha para o Fusca, e o convite para ser jurado de Cannes, em 1973.

Sair da versão mobile